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O que são os parâmetros do LLM? Um guia prático para controlar a saída de modelos locais
Por Gemma — Editora Sênior, Imagem na Teia

A explosão dos grandes modelos de linguagem (LLMs) transformou a maneira como produzimos texto, resumimos documentos e até criamos código. Mas por trás das respostas que vemos há camadas de configuração — os parâmetros — que determinam como o modelo pensa, quanto se arrisca e por quanto tempo lembrará do que foi dito. Para quem roda IA localmente ou apenas quer entender como obter resultados mais úteis e previsíveis, entender esses parâmetros é essencial.
Neste artigo vamos dissecar os parâmetros dos LLMs: o que são, por que importam, quais são os mais usados em inferência e treinamento, e como ajustá-los na prática para melhorar qualidade, coerência e custo. Também conectamos essas ideias à nossa cobertura sobre a Teoria da Internet Morta, mostrando por que a curadoria humana e a prova de autenticidade tendem a se tornar ainda mais importantes quando a web está saturada por conteúdos sintéticos gerados em massa.
O que são parâmetros do LLM?
Parâmetros em LLMs aparecem em duas frentes distintas:
- Parâmetros treináveis (internos): pesos e vieses — os números que a rede neural ajusta durante o treinamento. Eles codificam o conhecimento do modelo. Modelos grandes têm bilhões (ou trilhões) desses parâmetros.
- Hiperparâmetros (externos): configurações que controlam arquitetura, treinamento e inferência — por exemplo, número de camadas, taxa de aprendizado, janela de contexto, temperatura, top-p, top-k e limites de tokens.
Essa distinção é importante: enquanto pesos e vieses definem o que o modelo sabe, os hiperparâmetros controlam como esse conhecimento é usado — especialmente na geração de texto.
Por que entender parâmetros importa para quem roda IA local
Se você executa modelos localmente, ajustar hiperparâmetros é a forma mais direta de equilibrar qualidade, criatividade e custo computacional. Algumas razões práticas:
- Controle de criatividade vs. determinismo: parâmetros como temperatura e top-p/top-k definem quão aleatórias e diversificadas são as respostas.
- Economia de recursos: limitar o número máximo de tokens e usar quantização reduz uso de VRAM/CPU sem sacrificar muito a utilidade.
- Manutenção de contexto: a janela de contexto define o quanto de conversa ou documento o modelo pode manter coerente — crítico em agentes conversacionais e fluxos longos.
- Evitar repetições e alucinações: penalidades de frequência/presença e técnicas de prompting reduzem texto redundante e tendencioso.
Parâmetros de inferência que você precisa conhecer (e como usá-los)
1) Temperatura
- O que faz: ajusta aleatoriedade na escolha do próximo token.
- Valor típico: 0.0–1.0 para respostas previsíveis; 0.7–1.2 para criatividade; acima de 1.5 tende a gerar incoerências.
- Quando usar: para sumarizadores legais ou financeiros use 0.0–0.3; para brainstorming use 0.8–1.0.
2) Top-p (amostragem por núcleo)
- O que faz: seleciona do menor conjunto de tokens cuja probabilidade cumulativa atinge p.
- Valor típico: 0.8–0.95 para equilíbrio entre diversidade e coerência.
- Por que é útil: mais controlado que temperatura isoladamente; bom para criar variações sem perder sentido.
3) Top-k
- O que faz: limita o conjunto de tokens candidatos aos k mais prováveis.
- Valor típico: k = 40–100 para respostas variadas; k pequeno para respostas determinísticas.
4) Número máximo de tokens
- O que faz: define limites de comprimento de saída e portanto custo de inferência.
- Estratégia: comece com limites baixos e aumente conforme necessidade; em geração de código ou documentos longos prefira janelas maiores.
5) Penalidade de frequência / penalidade de presença
- O que fazem: desencorajam repetições e reduzem reutilização de tokens já usados.
- Quando usar: úteis em respostas longas que tendem a repetir frases ou termos.
6) Sequências de parada
- O que fazem: definem tokens que interrompem a geração.
- Por que usar: controla formato e evita saídas muito longas desnecessárias.
Parâmetros de treinamento importantes (para quem faz fine-tuning)
- Taxa de aprendizado: controla a velocidade de atualização de pesos. Muito alta pode degradar conhecimento prévio; muito baixa torna o treinamento lento.
- Número de camadas e tamanho: aumentar capacidade melhora desempenho, mas eleva risco de overfitting e custo computacional.
- Janela de contexto: definir janelas compatíveis com o uso pretendido evita perda de coerência em inferência.
- Estratégias de ajuste fino: técnicas como LoRA e PEFT permitem adaptar grandes modelos com menos recursos.
Dicas práticas para otimizar saída em ambientes locais
- Versione prompts e parâmetros: salve combinações que funcionam bem para cada tarefa.
- Prefira prompts estruturados: inclua instruções claras, exemplos e formato de saída exigido.
- Use penalidades com moderação: valores muito altos degradam fluidez.
- Quantize com cuidado: 8-bit e 4-bit reduzem memória, mas avalie impacto na qualidade.
- Combine estratégias: prompting, inferência controlada e pós-processamento criam pipelines mais robustos.
Contexto editorial: por que os parâmetros importam para a Internet Morta
Em nossa cobertura anterior sobre a Teoria da Internet Morta, discutimos como a saturação de conteúdo gerado por IAs pode transformar métricas e engajamento. Ajustar parâmetros é uma forma de diferenciação: produtores que dominam essas configurações conseguem criar saídas com voz e imprevisibilidade controlada. Além disso, configurações responsáveis como limites de geração, verificação de fatos e marca d'água digital ajudam a mitigar a avalanche de conteúdo sintético que preocupa veículos como BBC News Brasil e Exame.
Fontes e leituras recomendadas
- IBM Think — O que são parâmetros do LLM?
- Relatórios jornalísticos e análises sobre conteúdo gerado por IA em BBC News Brasil e Exame.
- Pesquisas acadêmicas sobre temperature sampling e top-p nucleus sampling.
- Ferramentas de ajuste fino e quantização como LoRA e bibliotecas transformers.
Conclusão: domando a máquina sem perder a humanidade
Parâmetros do LLM não são apenas números técnicos; são alavancas que moldam comportamento, voz e segurança. Para quem roda IA localmente, dominar temperatura, top-p/top-k, penalidades e limites de token é o primeiro passo para produzir saídas mais úteis, previsíveis e econômicas. Para quem publica na web, essas escolhas têm implicações éticas e práticas.
No fim, em um ambiente digital que corre o risco de se transformar numa Internet Morta, a combinação de boa engenharia de parâmetros, curadoria humana e mecanismos de prova de autenticidade será decisiva. A web não está morrendo — ela está se transformando — e compreender esses controles técnicos é a melhor maneira de garantir que nossa voz continue distinta e confiável.
Comentários, exemplos de prompts e testes práticos serão bem-vindos. Se quiser, posso criar um checklist passo-a-passo para ajustar parâmetros em modelos locais específicos.
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